2019

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ano passado eu criei a vakinha (http://vaka.me/308556), pra me ajudar nos gastos do meu tratamento, que continuo fazendo, então decidi estender até maio e no encerramento vou sortear a câmera que iniciei a fotografar. não sei se todos sabem, mas sofri um traumatismo craniano grave, fiquei com sequelas: sem olfato e o paladar alterado, junto com outros acontecimentos que conduziram pra uma depressão forte, e nesse tempo eu resolvi me internar num hospital psiquiátrico.
depois consegui fazer um circuito sobre gêneros e a exposição acontecer no interior, o que também me ajudou, já que estou afastado do mercado de trabalho há um tempo por motivos de saúde.
o que quero pra esse ano é voltar com tudo com meu trabalho, ver a questão do transplante de cornéas pra resolver minha visão afetada (ceratocone), voltar a morar em sp. 

2018

Programação completa:

Circuito ENTRE GÊNEROS. 

Fotografia, Produção e Coordenação Geral: Diego Ciarlariello

18/08

às 19h, abertura da exposição fotográfica ENTRE GÊNEROS – entrada gratuita.

Local: Raízes (Rua Newton Prado, 535, Centro, Leme)

19/08

às 16h - exibição do documentário “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé.

Bate-papo com Jonathan Andrielli e Rafaela Amadio – entrada gratuita.

Local: ETEC deputado salim sedeh (Rua Neida Zencker Leme, 500 - Cidade Jardim, Leme)


25/08

às 15h: bate-papo com a cantora e compositora Marina Lima. entrada gratuita (Raízes)
das 19h às 23h 
Festa Gasolina Neles, com discotecagem de Marina Lima e Alma Negrot. Ingressos R$20,00*. Marina Lima à partir das 20h. Alma Negrot às 21h. (Raízes)

Ingressos limitados/venda antecipada*:

*Raízes: Rua Newton Prado, 535 - Centro, Leme
*Doce Café: Av. 29 de Agosto, 736 - Centro, Leme
*Casa das Vitaminas: Rua Rafael de Barros, 462 - Centro, Leme


26/08

às 16h, exibição do filme “Tatuagem”, de Hilton Lacerda + bate-papo (ETEC)

entrada gratuita


01/09

encerramento (Raízes)

ENTRE GÊNEROS: LIBERDADE E RESISTÊNCIA

 Vivemos hoje mais do que nunca um momento de sociabilidade de estabelecimento de espaços e construção de si quando o assunto é gênero. A transformação da sexualidade num ponto relevante para a promoção da identidade acentua a crescente importância de áreas até então protegidas pela barreira do privado, tais como o corpo, a orientação sexual e o gênero.

 As chamadas minorias sexuais estão muito mais visíveis e, consequentemente, torna-se mais explícita e acirrada a luta delas com os grupos conservadores. A denominação minoria que lhes é atribuída parece, contudo, bastante imprópria. As minorias nunca poderiam se traduzir como uma inferioridade numérica, mas sim como maiorias silenciadas que, ao se politizar, convertem o gueto em território e o estigma em orgulho de gênero, ou étnico. Entretanto, mesmo diante da construção de liberdades de gênero e do lento avanço das políticas públicas ocorridas nas últimas três décadas, o Brasil lamentavelmente lidera os rankings de assassinatos de gays, travestis e transexuais.

Diante desse cenário, com o aumento da visibilidade e do debate sobre o tema de gênero no meio artístico no Brasil; em agosto de 2016, o fotógrafo Diego Ciarlariello foi convocado pela então gerência de cultura do SESC Rio, para retratar personalidades contemporâneas que suscitavam o rompimento com o padrão binário masculino e feminino. Pela sensibilidade do olhar, Ciarlariello conseguiu capturar o sentimento de liberdade no exercício da diferença de conduta de identidades e a intenção inerente de resistência individual a tendência enquadradora da sociedade.

Os sujeitos retratados – em sua maioria artistas, cantores e ativistas dos direitos humanos – na exposição Entre Gêneros, composta por 16 fotografias, contemplam em suas trajetórias a escolha de não se submeter ao padrão heteronormativo, criando assim o sentimento de ruptura com a opressão que quase sempre suscita a imposição da clandestinidade de suas verdades e identidades. Mais do que um simples registro fotográfico de personalidades como Ney Matogrosso, Laerte e Pabllo Vittar, entre outros nomes da cena contemporânea, a mostra firma-se como uma cartografia sobre a liberdade e resistência de pessoas que se propõem a quebrar paradigmas de gênero e de representatividade no Brasil.

 

Ramon Nunes Mello e Wagner Alonge, 2018